Das primeiras grandes realizações pessoais, artísticas e profissionais como ilustrador, criar a capa de um livro foi um marco muito incrível que só me encorajou ainda mais a continuar trilhando pelo caminho incerto, imprevisível e muitas vezes desafiador dessa bolha moderna de artistas independentes na era Instagram. Quando pensei em criar um espaço para divulgar um pouco do que eu tinha de sobra dentro de mim e por consequência surgia assim o conceito do "Pseudo Plutão", não haviam ambições sobre ganhar uma grana com isso ou mesmo ter, por menor que fosse, reconhecimento e tanta empatia por parte do público que começou a acompanhar meu trabalho.
Foi estarrecedor para mim receber várias mensagens por direct ou emails de pessoas elogiando, pedindo encomendas de ilustrações e dizendo o quanto gostavam dos meus traços e textos e ressaltando o quanto eu deveria continuar fazendo isso. Aquilo soou estranho pois até então, nem mesmo eu acreditava naquilo que eu fazia. Era hora de mudar esse pensamento em mim.
O mais engraçado de todo o inicio de alguém que pende para o lado artístico da vida, é essa falta de pretensão, crença ou fé em si mesmo e no seu taco de que o que você faz é de fato algo legal e que vale à pena ser reconhecido como tal. Isso é muito contraditório, pois nós temos o desejo natural de que as pessoas nos reconheçam, não só a nós mas também ao que fazemos. Creio que o medo do fracasso, a falta de estímulo e a insegurança nos façam alimentar essa descrença e desamor pelo que fazemos ou somos.
Dito isso, num desses encontros virtuais que tive, conheci um amigo escritor, o Fabrício criador do Poeta Esquecido, que apresentou meu trabalho para uma amiga escritora, a Placidina Campos, que precisava de alguém para desenvolver a arte de capa de seu livro. BAMMM! Assim, nascia "A Grande Oportunidade" que simplesmente caiu em minhas mãos num momento de muita inspiração. Foram algumas semanas criando rascunhos e ideias, mesclando algumas ideias minhas com algumas especificações da escritora e unindo ao conceito do livro e sua mensagem central. Assim nascia uma capa prontinha e feita como todo amor e dedicação que pude colocar nesse projeto.
Para os primeiros rascunhos imaginei uma garota entre flores e usando uma jardineira com blusa listrada (que sou fissurado por sinal). Mas a autora, sugeriu um vestido simples porém, trabalhado na estampa de chita, como o sugere o título da obra. Algumas outras artes desenvolvidas para a personagem também foram descartadas.
Então eu ilustrei um novo vestido usando estampas de chita como referências. Além disso, a autora visualizava a personagem com cabelos cacheados.
Usando então os direcionamentos da autora, o resultado é uma capa com tons de rosas e muitas flores e a garota vestida de chita como sugere o título com um sorriso discreto e olhos claros.
Essa foi uma experiência muito legal, afinal, foi a primeira capa de livro que eu ilustrei...ou melhor, segunda capa de livro, a primeira foi a do meu livro...mas isso é história para outro dia. :)
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